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Como descobrir a tua vocação?

[Antes de continuares a leitura convém avisar que, com este post não pretendo indicar o caminho correcto na procura da vocação. Apenas pretendo oferecer-te a minha visão da aventura que supõe encontrar a profissão que mais se adequa a cada um de nós.]

A minha odisseia começou na época mais provável da vida de qualquer estudante: no 9ºano - quando tive que escolher a área que iria estudar nos próximos 3 anos antes de concorrer ao ensino superior (ciências, letras, informática, artes). Depois de uma consulta na psicóloga e após ter feito vários testes psicotécnicos apenas consegui ficar mais confusa!

E agora, mesmo com uma licenciatura no currículo e prestes a concluir o mestrado estou longe de descobrir a minha vocação, mas aprendi valiosas lições com as pessoas que foram cruzando o meu caminho.

  • Aquilo que chamamos de vocação é um conceito difuso
Afinal de contas, o que é a vocação? Mesmo depois de ter feito tantas vezes esta pergunta nunca tive uma resposta satisfatória. E embora muitas pessoas pareçam estar absolutamente seguras sobre a profissão e vida que escolheram, percebi que, na maioria das vezes isso é apenas uma fachada. Uma barreira com a qual escondemos essa nossa fragilidade.

Porque, mesmo que seja só de vez em quando, todos pensamos em como seria a nossa vida se tivéssemos escolhido outro caminho, todos temos dúvidas mesmo depois de anos numa mesma profissão.

  • Não existe um caminho único para cada um de nós
Embora seja uma crença geral que cada um de nós está talhado para uma tarefa específica, acredito que isso não podia estar mais longe da verdade. E acredito nisso por uma simples razão: pela nossa quase inesgotável capacidade de aprender.

Mesmo que com o crescimento o nosso cérebro perca a plasticidade que tinha na sua infância (e com isto diminua a nossa capacidade de assimilar novos conceitos) o ser humano nunca deixa de aprender ao longo de toda a sua vida. Por isso, nenhum caminho está fechado para nós!

  • Posso ser o que eu quiser... e agora??
Quando me dei conta que muitas estradas estavam abertas para mim entrei em pânico, porque me sentia sozinha no meio de uma grande encruzilhada. E demorei bastante tempo até perceber que, o que verdadeiramente importa nessa escolha, tem pouco a ver com o racional.

Na verdade, as escolhas académicas que fui fazendo na minha vida foram mais fruto da espontaneidade de um momento do que duma decisão cuidadosa e ponderada. Com isto percebi que, uma vocação é realmente: fazer aquilo que te faz feliz. E isso não é fruto da reflexão e da análise, é fruto dos nossos sonhos e das nossas mais profundas paixões.

Por isso, na hora de escolher o meu caminho apenas me pergunto: Onde queres estar dentro de 5 anos?
Enquanto me desligo do frenesim do agora e deixo a minha mente voar.


  • A escolha como fonte de stress
Nem todos sabemos que vamos ser médicos aos 5 anos de idade e mantemos essa convicção pela vida fora. A maioria das pessoas descobre tarde ou pode mesmo nunca descobrir a sua profissão ideal.

Isto acontece porque ao longo da nossa vida os nossos interesses mudam ou podem mesmo multiplicar-se! E às vezes sentimos que apenas vamos aumentando a nossa indecisão enquanto a sociedade espera que façamos uma escolha.

  • Mudam-se os tempos...
Na sociedade ocidental, principalmente na anglo-saxónica, um emprego raramente dura uma vida inteira. E com a crise económica é muito difícil que uma pessoa se consiga manter sempre na mesma área de trabalho.

Isto vem dificultar ainda mais a nossa escolha, certo? ERRADO. E esta não é apenas a minha opinião. A crise vai obrigar (e de facto já o está a fazer) que as pessoas diversifiquem a sua formação se querem ter mais oportunidades no mundo laboral. E esta situação romperá com a crença de que um trabalho e uma vocação é para toda a vida.

A crise é a oportunidade perfeita para percebermos que, como ser humano temos o direito a experimentar várias formas de vida. Acredito que, no futuro perceberemos que a verdadeira felicidade e realização pessoal passará por diversificar os nossos interesses, quebrando as monótonas rotinas actuais que não nos levam a parte alguma.

E talvez, um dia, possamos reencontrar no trabalho a motivação para continuar a sonhar!

Talvez uma opinião demasiado idealista, mas continua a ser valiosa para mim. E vocês: O que vos fez descobrir a vossa vocação?

Para saber mais podes ler o meu novo artigo: O caminho para encontrar os nossos talentos 
 
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10 aspectos que tornam um blog desagradável

Como destaquei no último artigo, aprender a lidar e a valorizar os nossos fracassos pode ser o caminho para o êxito. No entanto, também é importante aprender pela experiência dos outros. Esta última situação é fundamental para o avanço de certas áreas como a ciência: a grande fatia na produção do conhecimento deve-se aos séculos de experimentação e observação por parte doutros cientistas!

Já o afirmava Sir Isaac Newton: “Se eu vi mais longe, foi por estar de pé sobre ombros de gigante


Várias investigações recentes tentam estabelecer um modelo de comportamento dos leitores de páginas online. Das diversas hipóteses já formuladas nenhuma parece adequar-se por completo à realidade. Acabando por ser refutadas ou revelar-se incompletas perante muitas situações.

Por isso, actualmente ainda é muito difícil prever o que será agradável ou atractivo para os leitores de páginas web. Assim, as recomendações que aqui deixo são ideias expressadas por outros blogueiros, estudos e, essencialmente, fruto da experiência e opinião pessoal.

No entanto, é importante destacar que ler em ecrã de computador continua a ser desconfortável e cansativo para a visão humana. Por isso, há que saber usar alguns truques para tornar essa leitura mais agradável. A seguir deixo uma lista das situações que devemos evitar ou, pelo menos, moderar.


1# - Layout confuso com muitos elementos e cores distintas
Uma página com uma grande variedade de cores, especialmente cores vivas e cores quentes pode cansar rapidamente a vista do leitor. De igual modo, colocar muitos elementos como várias colunas com aplicativos diferentes, fotos e vídeos na página principal pode distrair o leitor do conteúdo principal.

Recomendação: um layout simples, com poucas cores, de preferência cores frias como o azul. O texto e o fundo devem ser, de preferência, cores oponentes. O negro sobre branco (ou vice-versa) continua a ser a opção mais agradável.

2# - Texto sem cortes, com letra muito floreada e pequena
Tipos de letra como Times New Roman podem ser o ideal quando impressas, mas na realidade são pouco atractivas quando vistas num ecrã de computador. Da mesma forma uma letra muito pequena e parágrafos muito extensos dificultam a capacidade de leitura.

Nos jornais e revistas o tipo de letra adequado e a organização dos textos está bem estudada para facilitar a leitura. Para as notícias é prática corrente dividir o texto por várias colunas, porque quanto mais pequena a extensão de uma linha mais rápida será a leitura (e requer também um menor esforço).

Recomendação: letras direitas, com um traço sem variação de espessura são bastante agradáveis de ler em ecrã (exemplo: Helvetica ou Verdana). Também facilita a leitura escrever num tamanho de letra normal, fazer parágrafos pequenos com 1-3 frases e deixar uma linha de espaço entre eles permite que o leitor descanse a vista.

Usar o negrito, fazer subtítulos ao longo do post (letra de tamanho grande), perguntas (sempre que dês a resposta nessa mesma entrada), usar cores diferentes para certas frases que queiras realçar (nunca mais de duas cores e que sejam iguais a algumas das que usas no teu layout), são distintas formas de permitir que o leitor não se canse tanto, mesmo que o texto seja extenso.

Para saber mais de tipografia podes ler: Tipografía para principiantes (em espanhol)

3# - Demasiada publicidade
Uma página com publicidade espalhada por todos os cantos possíveis e imaginários dá a impressão que o principal objectivo do teu blog é ganhar dinheiro e que descuidas o teus conteúdos e dás pouca atenção aos leitores. Além disso, uma página com muitos anunciantes pode distrair o leitor e ele dificilmente se concentrará naquilo que é fundamental no teu blog: o conteúdo.

4# - Ausência de informação pessoal
Normalmente quando encontramos uma página com conteúdos interessantes e um design agradável, o que vamos querer saber a seguir é um pouco sobre o autor. Fundamentalmente porque queremos saber a sua reputação e credibilidade.

Não digo para expormos toda a nossa vida e currículo no nosso blog (não é preciso ir tão longe). Mas informar os nossos leitores sobre as nossas origens, formação e experiências mais importantes (tanto pessoais como profissionais) ajuda a criar uma relação de confiança e suscita a empatia do leitor.

5# - Criticar pessoas e acontecimentos sem ter um conhecimento real sobre o tema
Toda a gente tem uma teoria e uma opinião, não precisamente correctos, sobre as mais diversas pessoas e acontecimentos. E um leitor de blogs não procura apenas pessoas com opiniões similares às suas.


Actualmente são cada vez mais os usuários que usam a blogosfera para se informar, por isso, de cada vez que opinamos (e uma opinião não deve ser anunciada como um facto ou uma verdade absoluta) devemos apoiar-nos sempre em dados ou experiências pessoais.

6# - Pessimismo constante
Tal como uma opinião desinformada, uma visão permanentemente pessimista da vida e dos acontecimentos pode afugentar os leitores. Normalmente porque procuramos resolver os nossos problemas na internet e não aumentá-los.

Além disso, uma escrita optimista com uma certa dose de humor é bastante mais atractiva e cativante que uma constante visão negra das coisas. Nem todos temos de partida essa facilidade, mas, como tudo na vida é preciso arriscar e praticar.


Um exemplo fascinante é o do crítico de cinema Roger Ebert que perdeu a voz na luta contra o cancro, mas nunca deixou de escrever e nunca deixou que o rumo da sua vida afectasse a sua escrita. Recomendo que leiam este post no Copyblogger, é uma história realmente inspiradora: What All Content Creators Need to Learn From Roger Ebert!


7# - Ignorar comentários de leitores
Uma das características da internet actual é a interacção entre usuários. Situação que rompe com a caracterização clássica do processo de comunicação de massas:

Emissor - Canal - Receptor

Processo que ocorria sempre no mesmo sentido. Agora sabemos que isto não acontece desta forma, e que os receptores (leitores) das nossas mensagens podem opinar sobre elas e mesmo sugerir mudanças.

Actualmente, esta interacção tem a sua maior expressão nos comentários em blogs e nas redes sociais. Por isso recomendo aproveitar essas ferramentas para estabelecer um diálogo com os nossos leitores e para reforçar laços de confiança.

8# - Responder de forma rude a críticas
Nos blogs, como na vida, uma pessoa tem que praticar a humildade. Principalmente porque na rede estamos sujeitos à avaliação e opinião de todos, mesmo de pessoas que sabem mais do que nós. Por isso, é bastante normal que os teus leitores comentem algo com o qual não estão de acordo e isto deve ser considerado como algo bom.

Porque é muito difícil crescer (tornar-se melhor blogueir@) se aqueles que te rodeiam apenas te elogiam. Na verdade, se reparares, conseguimos evoluir pelas críticas (tanto construtivas como destrutivas). Por isso, há que aprender a pôr-se no lugar da outra pessoa para ver o erros que ela vê, e que éramos incapazes de reconhecer.

9# - Ausência de referências a outras páginas ou fontes
Ao deixar links para outras páginas estás a construir a reputação do teu blog, dizendo aos leitores que te informaste antes de escrever sobre determinado assunto. Obviamente, há que encontrar o equilíbrio, sendo que demasiadas hiperligações podem ser também uma fonte de distracção para o leitor.

10# - Não relatar detalhes da nossa vida quotidiana
Este último ponto é inteiramente uma opinião pessoal. Blogs sem aquele "cheirinho" de calor humano tornam-se demasiado frios. Relatar detalhes da nossa vida pode ser interessante (desde que não sejam exagerados) e importantes para suscitar a empatia do leitor e mesmo, para tornar os nossos conteúdos mais cativantes.

Estes pequenos detalhes podem ajudar-nos a encontrar o nosso estilo pessoal, ou, pelo menos, é isso que penso.

Como sempre fico a aguardar os vossos comentários. E na vossa opinião, o que pode tornar um blog desagradável?
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Encontrar o êxito no fracasso


Criar e manter um blog pode muitas vezes ser um teste à nossa determinação, persistência e originalidade. E é uma experiência que implica errar muitas vezes e sobretudo, implica aprender o essencial através desses mesmos erros.

No entanto, na era em que domina a imagem e o êxito, o valor do fracasso parece ter sido esquecido e o seu significado associado à tristeza e à depressão. A ajudar esta percepção negativa estão os estereótipos amplamente difundidos na sociedade através do cinema e dos meios de comunicação. E na realidade, mesmo o êxito parece perdurar por pouco tempo num mundo em que tudo se transforma em algo obsoleto à distância de um click.


Que tem isto a ver com manter um blog? Na minha sincera opinião: bastante! Criar um blog sem estar consciente da possibilidade de fracassar pode ser algo desastroso.

Porquê?
Muitas vezes temos sonhos e desejos que acreditamos serem impossíveis, e, por isso, os depositamos numa caixa polvorenta num recanto escuro da nossa mente até serem completamente esquecidos.


De vez em quando surge uma oportunidade que nos relembra desses sonhos, e a nossa imaginação viaja à velocidade da luz enquanto fazemos planos que até à pouco tempo seriam impensáveis.

Mas depois aparecem os obstáculos, os fracassos, as más experiências, os traumas... e um por um vamos largando os nossos sonhos sem que tenhamos sido capazes de os concretizar. Enquanto que alguns desses sonhos estão destinados a desaparecer porque vamos ganhando maturidade e criando outros interesses, outros sonhos desaparecem porque, por algum obstáculo no nosso caminho acreditamos que não éramos capazes.

O que acontece com bastante frequência quando nos lançamos na criação e manutenção de um blog. Os obstáculos que aparecem pelo caminho são enormes: a competição, a ausência de leitores, a ausência de interacção (especialmente quando tentamos estimulá-la) e de seguidores, etc.

No entanto estes obstáculos são absolutamente essenciais! Porque é através da sua superação que se desencadeará tanto a maturação do nosso blog e consolidação da nosso reputação, como o nosso próprio crescimento e eventual sucesso na vida!

Não se trata simplesmente de aprender com os fracassos, há que aprender a gostar desses fracassos. Porque é nos fracassos que encontramos todas as respostas às nossas perguntas. Temos que aceitá-los como parte essencial do nosso sucesso na vida, porque sem eles seria impossível marcar a diferença neste mundo.
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A arte de blogar

Na última entrada recomendei a todos os novos autores que criassem um blog. No entanto, acredito que essa recomendação é válida para todos os que sentem a necessidade de comunicar e interagir com outros usuários da blogosfera. E o próximo passo na criação de um blog será, naturalmente:

Saber sobre que assuntos blogar...

Em primeiro lugar gostaria de destacar que blogar é essencialmente um processo de experimentação. Por isso mesmo, as dicas de terceiros podem ser importantes para nos colocar no bom caminho mas o essencial é mesmo experimentar.

O que quero eu dizer com isto? Bem, blogar é similar a uma criação artística. Vamos tomar como exemplo o desenho e a pintura:

Para ser um artista reconhecido é necessário estudar as técnicas e a história da arte, praticar imenso estas técnicas e aprender a observar. No entanto, as nossas obras nunca ganharão o devido reconhecimento se não formos capazes de: desenvolver o nosso próprio estilo.

E para isso é necessário arriscar! Tanto nos conteúdos como na maneira de contá-los e apresentá-los à tua audiência. Mas, como o pintor, primeiro há que conhecer as experiências de outros artistas. No nosso caso, há que pesquisar e ler muitos blogs, estudar as suas estratégias e, principalmente, o comportamento dos seus seguidores perante essas estratégias.

Esses blogs a pesquisar não têm que ser dentro do âmbito que desejas explorar, porque a verdadeira riqueza e valor de um blog é a originalidade e a capacidade de ver oportunidades em todas as experiências. 



No entanto, há que definir as principais áreas sobre as quais vais escrever para que o teu blog possa ser encontrado pelos motores de busca como o Google. Por isso aqui vos deixo algumas dicas sobre como encontrar essas áreas de interesse:

1# - Escreve sobre aquilo que te apaixona
Para que um blog reúna uma comunidade de leitores de tamanho razoável pode demorar vários meses. Por isso é tão importante que escrevas sempre sobre aquilo que realmente te apaixona. Tens que parar uns minutos, pegar numa folha de papel e começar a escrever aqueles temas que mais te atraem. Leva esse papel contigo sempre saias, nunca se sabe quando algumas ideias interessantes podem surgir.


2# - Identifica as tuas áreas de conhecimento
Quando tiveres uma folha cheia de palavras chave sobre as áreas que mais gostas possivelmente vais ficar ainda mais confuso. Por isso, numa folha aparte deves definir as tuas áreas de conhecimento.
Este exercício requer também alguma introspecção. Tens que avaliar a tua vida e identificar os conhecimentos, académicos e pessoais, que foste obtendo ao longo do teu caminho. Deves também valorá-los de 1 a 10 (sendo 10 nível máximo de conhecimento sobre essa área). Alguns exemplos de áreas de conhecimento:
  • educação de jovens ou adultos,
  • cuidar de jardins,
  • história da literatura,
  • algum desporto,
  • viagens,
  • fotografias,
  • etc.
Construir esta lista implica também uma boa dose de humildade, na medida em que deves estar consciente que é quase impossível conhecer tudo sobre um assunto e reconhecer que há bastantes pessoas neste mundo que sabem mais do que tu.

Por exemplo, eu neste momento não tenho a credibilidade para dar conselhos sobre saúde (a não ser que cite algum estudo feito por especialistas ou que tenha consultado algum especialista sobre a matéria - o que acontece no jornalismo). Mas posso fazer recomendações sobre o que visitar em Madrid, porque vivo aqui desde Outubro de 2009.


3# - Um blog como uma oportunidade para aprender
Não és uma pessoa estática, és um ser humano em construção, seja qual for a tua idade, situação profissional ou financeira. E que tem isto a ver com manter um blog pessoal? TUDO!

Como podes ver na minha página de apresentação eu prometo falar de competências que ainda não são da minha área de conhecimento. O que quer isto dizer? Quer dizer não só deves tratar de assuntos que conheces neste preciso momento. Deves aproveitar o teu blog com uma oportunidade de aprendizagem!

E há medida que vais expandindo os teus conhecimentos e experiências podes contar em primeira pessoa as lições que foste aprendendo. Isto dá vida e movimento ao teu blog e manter-te-á motivado na procura de novos temas.



Há medida que vais acumulando mais experiência verás que vais encontrar temas interessante para escrever em todos os lados: numa aula, num passeio, num filme, num programa de televisão, numa conversa com amigos, nas conversas alheias... Isto porque vais, como o pintor, aprendendo a observar a realidade. No entanto, convém ter sempre um papel à mão onde podes deixar as tuas ideias, porque a tua memória é falível.

Como sempre, receio ter passado dos limites recomendados, mas espero que os conselhos que aqui vos deixo sejam úteis. As vossas sugestões e ideias são bem-vindas (como sempre)!
Até breve
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6 blogs que nos ensinam sobre blogs

Ontem escrevi sobre editoras que trabalham com a filosofia do print-on-demand, uma estratégia que envolve pouco risco para ambas as partes (autor e editores). No entanto, estou bem ciente da pouca eficácia deste tipo de estratégia e sei-o por várias razões:
  • fazer compras por internet é um hábito que ainda não está enraizado na cultura portuguesa;
  • normalmente evitamos conteúdos cujo autor não é conhecido;
  • porque os hábitos de leitura estão em declínio, principalmente nas camadas mais jovens (que são as que mais usam a internet);
  • porque estas editoras restringem as campanhas publicitárias quase exclusivamente ao seu próprio site;
  • e porque as obras editadas não aparecem nas grandes superfícies comerciais.
Podia continuar a lista durante um tempo indefinido, no entanto, acredito que os problemas mais importantes que enfrentamos actualmente são de origem cultural e derivam do desconhecimento. Por isso, para todos os novos autores a minha primeira recomendação é:

Criar um blog
Lógico, não? Mas não falo em criar um blog de maneira convencional, porque actualmente, quer queiramos quer não, a arte dificilmente vende por si mesma, especialmente se essa arte se baseia em palavras. As palavras são uma forma de arte "lenta" (pelo menos na minha opinião) e o prazer que tiramos da sua leitura não é imediato.

No entanto, os blogs continuam a ser óptimas ferramentas, revividos pelas novas estratégias de marketing que visam "vender" aos seus clientes os chamados intangíveis, ou seja, propriedades que não têm preço.

Um exemplo claro do que estou a falar é o caso da Gallina Blanca (eu sei que não tem nada a ver, mas acreditem que esta reflexão tem um objectivo). Esta empresa que comercializa caldos e pastilhas para cozinhar consegue uma multidão de fãs porque na sua página, em vez de fazer simples publicidade aos seus produtos, oferece, de forma gratuita (eu sei que é uma redundância) aos seus visitantes dicas, receitas e muito mais.

Onde quero chegar com isto? Saber escrever é algo que vem com muito trabalho e dedicação, que a maior parte das vezes não é recompensado. Por isso, antes de começares a vender o teu livro (que no fundo é o teu produto) convém que as pessoas já tenham ouvido falar do teu nome, ou seja, que conheçam a tua marca. Não é um trabalho fácil, exige tempo, dedicação, mas exige sobretudo motivação e vontade de partilhar experiências e conhecimentos.

É nesta partilha dos conhecimentos que adquirimos, tanto no processo da escrita como na fase de investigação para as nossas obras que podemos ser úteis aos outros. São cada vez mais as pessoas usam a internet para se informar e para se formar. Há que aproveitar esta procura para aparecer e para gerar conteúdo interessante.

Com tempo podemos tornar-nos numa referência por fornecer respostas e resolver problemas, e com isso, vender a nossa obra será uma tarefa mais fácil. Não tanto pela nossa evolução a nível da qualidade da escrita (pessoalmente penso que manter um blog também ajuda muito os que aspiram tornar-se escritores) mas porque construímos uma reputação e uma relação de confiança com os nossos leitores.

Mas antes de meter as mãos na massa há um passo essencial por concluir: ESTUDAR!
Sim, leram bem, é preciso estudar. Por isso mesmo deixo aqui uma lista dos sites que mais me ajudaram a perceber e a tirar melhor partido do meu blog:

#1 - Escola de Ganhar Dinheiro
Excelente site com imensas dicas e tutoriais fáceis de entender, com conteúdos de muito boa qualidade. É acessível mesmo para quem não entende de blogs ou programação em internet. Ainda que seja mais dirigido aos que querem ganhar dinheiro com os seus blogs, as dicas são perfeitamente úteis para quem aspira a ter uma página com muitas visitas e muita interacção com os leitores. O melhor de tudo é que é um projecto em português!

#2 - Ferramentas Blog
Excelente blog com muitas dicas e um especial destaque para os explicativos e informativos tutoriais que, passo a passo nos ajudam a construir um blog de grande qualidade. Pessoalmente foi um dos primeiros que encontrei e ajudou-me a definir o meu rumo no vasto mundo da blogosfera. É um blog brasileiro e um excelente exemplo (assim como os outros dois que aparecem mais abaixo nesta lista) da grande qualidade da blogosfera deste país!

#3 - Social Media Examiner
As dicas e artigos são mais dirigidos a empresários, no entanto, creio que são igualmente válidos para aqueles que querem saber como melhor gerir um blog. Está em inglês, mas está escrito de uma forma bastante leve, sendo uma leitura amena e de fácil compreensão.

#4 - Dicas Blogger
Mais um blog de dicas, desta vez dedicando-se ao Blogger com mais profundidade (que é o que eu uso!). Excelente secção de primeiros passos com tutoriais fáceis de interpretar.


#5 - ProBlogger
Interessante blog em inglês com bons artigos que nos ajudam a desenvolver as nossas capacidades enquanto blogueiros. Basta pesquisar: "blogs for beginners" ou "tutorials" e começar a aplicar as dicas.



#6 - iceBreaker
A única razão pela qual pus esta página em último foi pelo facto de ainda não ter tido tempo de a explorar devidamente. Possui interessantes dicas para Blogger e Twitter e Software útil para internet.


Construí esta lista de acordo com critérios pessoais, por isso não posso esperar que todos estejam de acordo comigo. Num próximo post gostaria de falar sobre como tratar os conteúdos de um blog e como saber sobre que assunto devemos escrever.
Mas para já gostaria de saber a vossa opinião: os sites que recomendo parecem-vos úteis? conhecem outros lugares a visitar?

Espero os vossos comentários.
Até breve...
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4 editoras para novos autores

Dedico este artigo aos portugueses aspirantes a escritores (como eu!!) que esperam por uma oportunidade para publicar os seus trabalhos.


Escrevi um livro, e agora?


Quando comecei a investigar sobre este tema apercebi-me da imensidão desta comunidade, tanto em Portugal como para além das nossas fronteiras, e espantou-me a falta de oportunidades e as dificuldades que um autor passa para encontrar um editor disposto a publicar.


Ao tentar perceber a razão lembrei-me das palavras de um professor meu: há dois tipos de empresas, as líder, que inovam e arriscam e aquelas que preferem jogar pelo seguro, apenas copiando métodos e estratégias que tenham sucesso noutras empresas ou mesmo noutros países, assegurando o seu lucro.

Mencionei isto porque, as grandes editoras são, antes de tudo, grandes empresas e, principalmente em tempos de crise, inovar está fora de questão. Por isso, para todos os escritores desconhecidos pelo público em geral, que não pertençam a nenhuma família influente na nossa sociedade, publicar é uma missão quase impossível.

A internet e as novas tecnologias da informação, mais que mudar alguns modelos de negócios, provaram ser o nicho perfeito para o crescimento de novos e inovadores serviços. E ainda que Portugal tenha apenas copiado este tipo de empresa doutros países, não posso deixar de dar os meus parabéns aos empresários que se atreveram a dar uma oportunidade aos escritores principiantes.

Estas editoras oferecem os seus serviços através das suas páginas web. Ajudando também o autor principiante em todos os passos da publicação, desde a obtenção do código ISBN até ao processo de edição. Raramente se recusam a publicar alguma obra, basta que o autor envie o pdf e escolha a modalidade de negócio. É um tipo de publicação sem grandes riscos ou investimentos, uma vez que usam a estratégia de print-on-demand. O que significa que só se imprime uma cópia do livro quando esta é solicitada pelos compradores.

Abaixo apresento uma lista dessas editoras que têm mais relevo em Portugal.



Criada em Dezembro de 2007 e liderada por Angel María Herrera Burguillo. Definem-se como uma ferramenta de ajuda ao autor adaptada aos novos tempos.



Criada em 2008 vende não só livros de autores conhecidos como apoia os novos talentos portugueses na escrita.


Sítio do Livro

Criada em Abril de 2009 e liderada por António Arriaga. Uma empresa familiar que promete apoiar o crescimento de novos autores portugueses.



Lulu.com

Uma comunidade internacional fundada por Bob Young. Aqui a promoção das obras é mais dependente do próprio autor. Mas é a opção ideal para quem aspira passar além fronteiras.





Contudo, ainda é difícil ganhar algum dinheiro ou reconhecimento com este tipo de editoras. Muitos dos autores que usam este canal confessam-se descontentes pela falta de publicidade. No entanto quero aqui deixar uma ideia para um próximo post: com todas as ferramentas e redes sociais gratuitas que há disposição de qualquer um tornou-se mais fácil promover as nossas obras.

Espero em breve ser capaz de desenvolver todas as ideias e teorias que tenho sobre o uso da internet para promover a nossa própria imagem.

Quanto ao tema de hoje aguardo sugestões e críticas, porque só com diálogo é que terei a oportunidade de melhorar.

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Momentos nesta vida

Há momentos na vida em que a realidade nos atinge em cheio e não deixa espaço para queixas e argumentos. São momentos em que percebemos que forma como vivemos a nossa vida é simplesmente errada ou incompleta. São momentos em que a vida passa diante dos nossos olhos e nos damos conta de todos os comportamentos e pensamentos errados que fomos repetindo, quase sem nos apercebermos.
Até este momento sempre encarei as más decisões que tomei como sítios de passagem, como grandes salas de espera. Nunca pensei em fazer nada mais do que aquilo que tinha planeado ao princípio da viagem, nem nunca me ocorreu fazer nada mais do que esperar pela minha próxima oportunidade. Mas todo este tempo à espera fez-me perceber que não basta agarrar as oportunidades, há que saber aproveitá-las, mesmo que tenhamos que percorrer caminhos que nunca antes percorremos ou fazer coisas que nunca antes fizemos.




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